Era uma vez uma estrela no longe do céu,que ficava a observar umas crianças brincarem de ciranda,lá embaixo , na terra.
Um dia de tardinha,tardizinha,as crianças brincavam na ciranda e a estrela,lá do céu,estava a olhar.Não tardou, nem chegou a noite e a estrelinhaqueria cirandar.
Olhou em redor de si e viu que seu terreiro era maior que o das crianças,não tinha limites de muros,era imersa a imensidão.
Então convidou suas amigas para rodarem céu afora.As estrelas deram-se as mãos e formaram uma grande ciranda no céu.
A lua olhou com brilho e cheia de vontade foi próxima a dar as mãos. E ela,que sempre quis ser amiga do Sol, perguntou se podia convidá-lo.Todas disseram que sim.
A lua foi convidar o Sol.Deu um enorme grito,que foi ouvido por todos os planetas:
-Sol,vem cirandar com a gente!
Mas quando o sol chegou ,clareou tudo,ofuscou a lua e as estrelas.Era tanto brilho que já não dava pra ver mais nada. Ah! Ele teve que voltar lá pro Japão.
O Vento foi chamado para refrescar o calor deixado pelo sol.Ria que ruia e todos ouviam o ruido do vento. E com ele,a lua e as estrelas, na ciranda, cirandavam felizes a rodar.
De tanto giar , a lua acabou ficando tonta.Foi descansar sobre uma nuvem cor de prata.Só não podia dormir porque era noite e ela estava trabalhando.
Mas as estrelas continuavam, na ciranda, a girar céu pra lá,céu pra cá.O movimento , no céu, era tão intenso que chamou atenção das crianças.
Alegres,gritavam apontando para as estrelas cirandeiras.Os mais velhos,também,vieram ver e diziam a todos que as estrelas pareciam cadentes.
A calçada virou uma grande roda de história sobre cometas,constelações e estrelas cadentes. Reunidos,crianças,jovens,adultos ouviam seus avós e,vez por outra,olhavam para o céu e faziam um pedido às estrelinhas.
Maria Efigênia Alves Moreira
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